Leve Além...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Amor português

Amo, 1º pessoa do singular,
Mesmo que não tenha significância,
 Está estampado no olhar.

Este parece à primeira vista
Um relampejo de solidão,
Ou desculpa de artista.

É um corre-corre desenfreado,
Explosão de sensações que não tem fim,
É daqueles que deixa o dia todo arreliado.

Amamos, 1º pessoa do plural,
Se tem mesmo importância,
Oficializa logo o casal.

Amor é como caravelas em mares ínfimos,
Nas artérias o júbilo reinará
Quando as marés nos guiarem pelos caminhos íntimos.

Juntos nas águas barrentas do amor,
Queremos mergulhar mais fundo
E gemer sem sentir dor.     

Um minuto



Aquele lugar despertava alegria.
Então, me lembrava dela,
Como o sol aquecendo a terra,
Um corpo pulsante me arrepiava,
As sinapses já não existiam,
O corpo parava.

Sua imagem refletida no mar,
Produzia um efeito nostálgico
Em que me embebecia só de olhar.

Queria minhas inquietações falar,
Flertava sem parar,
Já não podia viver sem ter ela para amar.

Durante todo aquele minuto,
Imaginei-a crescendo num mundo
Em que os dias  seriam cheios de alegria
E as noites, de prazer.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Texto II


A revista Nature tem publicado uma série de correspondências sobre um assunto muito controverso: o uso de drogas para melhorar o desempenho cognitivo. Essas medicações poderiam ser usadas tanto por pessoas normais como para aquelas com problemas mentais. Quais são os pró-s e os contra? Trata-se de uma polêmica que interessa a todos nós. Para falar desse assunto entrevistei o doutor João Ricardo Oliveira que é neurogeneticista, professor e coordenador do ambulatório de saúde mental do hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e que participou deste debate publicado na revista Nature de janeiro.

VEJA.com - Algumas empresas americanas já testam o uso de drogas visando o aumento do desempenho mental e procurando eliminar as deficiências e efeitos colaterais das medicações que já estão disponíveis como "potencializadores cognitivos" na doença de Alzheimer, déficit de atenção e hiperatividade. Qual é a sua opinião sobre o uso de drogas para melhorar o desempenho intelectual?

João Ricardo Oliveira – Como neurocientista, estou receoso. A nossa rotina atual de competição e demanda mental, já diminuiu drasticamente o tempo disponível para a família, o lazer e o sono. Ela pode representar um importante gatilho para doenças mentais tais como depressão, ansiedade e pânico, levando até ao uso de drogas ilícitas. A questão fundamental é: o mundo está melhor por podermos competir mais, dirigir carros mais rápidos, ter mais acesso à informação, assistir a centenas de canais na TV e navegar a internet cada vez mais? Qual será o impacto dessas drogas? Ter uma rotina ainda mais frenética da que já temos?
E ingestão de café ou outras substâncias ricas em cafeína? Também não são estimulantes cerebrais?
Realmente, quase todos nós tentamos estimular nosso cérebro diariamente ao tomar café e outras substâncias ricas em cafeína, tais como refrigerantes, chocolate, chás ou outros fitoterápicos. Isto é natural e aceito por todos, mas não deixa de se caracterizar como o uso de agentes externos para aumentar nossa atenção, capacidade de memorização e rapidez de resposta. O que o debate atual sobre "doping intelectual" traz de novo é a necessidade de se avaliar do ponto de vista médico, ético e social, o impacto da possível liberação de medicamentos que foram e continuam sendo usados para tratar problemas como doenças de Alzheimer, distúrbios do sono e déficit de atenção, agora por indivíduos que querem tirar melhores notas, passar em concursos, ou simplesmente trabalhar mais ou adquirir mais informação em menos tempo.
Esses medicamentos já não são usados por estudantes em vésperas de provas?
De fato, há anos estes medicamentos estão sendo usados clandestinamente por estudantes, mas também por executivos, médicos plantonistas e outros profissionais que são submetidos a forte demanda intelectual. Estudos controlados já publicados mostram que realmente, algumas destas medicações melhoram o desempenho em testes de memória e velocidade de resposta. Este tema é controverso pois toca em um ponto delicadíssimo que é o principio da igualdade na competição escolar e em outros setores. Por outro lado, se pensarmos que aulas particulares e acesso a escolas diferenciais, com excelentes técnicas pedagógicas e recursos audio-visuais, veremos que nossa realidade já caracteriza uma competição desigual na obtenção do sucesso profissional/escolar.
O que tem mostrado o acompanhamento de crianças que tomaram essas medicações?

Os estudos conhecidos em crianças se limitam ao uso destas medicações em situações com indicação médica, tais como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), com uma boa resposta em casos bem indicados. O que não sabemos são os resultados em adultos normais que estão fazendo o uso indevido destes medicamentos.
Além do desempenho intelectual, algumas características tem sido observadas em pessoas de sucesso. O senhor poderia falar a respeito?
O estudo de crianças superdotadas mostra que outras habilidades, além da memorização ou mesmo QI são tão ou mais necessárias para o sucesso. A capacidade de trabalhar em grupo, liderar, ter autoconfiança, foco, iniciativa e resistência à frustração, são tão importantes – ou até mais – quanto um momento isolado de grande desempenho na vida escolar, universitária e profissional das pessoas. Duas características muito importantes são também a disposição para se superar, estabelecendo metas desafiadoras, e a firmeza nos objetivos de vida. Aprendendo com as tentativas anteriores para sempre melhorar e se superar, sem esquecer que a vida é bem mais do que só sucesso ou aprovação social.
Por Mayana Zatz

texto I


CÉREBRO
TURBINADO

PÍLULAS PARA TURBINAR O CÉREBRO.
ONDE ESTAMOS E ONDE PODEMOS CHEGAR?

 POR DR. RICARDO A. TEIXEIRA

 Já existem no mercado diferentes medicações que têm o poder de melhorar o desempenho de memória e concentração, e os médicos costumam prescrevê-las a pacientes com disfunções neuropsiquiátricas. Entretanto, nos últimos tempos podemos perceber que a prescrição dessas medicações tem sido estendida a outras situações, como é o caso de indivíduos que trabalham em turnos noturnos, militares, e até mesmo a pessoas que simplesmente querem “turbinar” o cérebro para o trabalho, com a intenção de melhorar a atenção e a memória. Onde é que vamos chegar com isso? Além dos prós e contras dessas medicações sobre nossa saúde a longo prazo, certamente há uma grande questão ética a ser discutida. Tais medicações têm sido cada vez mais usadas em todo o mundo, cada vez em idades mais precoces. Uma recente pesquisa realizada pela revista britânica Nature envolvendo 1400 leitores (cientistas e estudantes) de 60 diferentes países revelou que 20% das pessoas que responderam à pesquisa já tinham usado medicações com a intenção de melhorar o desempenho cerebral por razões não médicas, 25% desses com consumo diário. O uso não foi diferente entre as diversas faixas etárias, sendo que 50% das pessoas queixaram-se de efeitos colaterais e um terço das pessoas adquiriam as medicações pela internet, sem necessidade de receita médica. Para se ter ideia da complexidade da discussão, vejam o que um cientista americano de 66 anos de idade respondeu à pesquisa: “Como cientista, é minha missão usar todas as ferramentas ao meu alcance para o benefício da humanidade. Se essas drogas podem contribuir para esse fim, então é minha tarefa usá-las. “
No consultório de neurologia, frequentemente atendo jovens querendo uma medicação para esse fim. Recentemente uma paciente que fazia curso preparatório para concurso público disse que o próprio professor, um juiz federal, a orientou a procurar um neurologista com o seguinte apelo: “já existem medicações que podem melhorar seu desempenho”. Posições radicais como “Oh que horror!” não costumam colaborar muito. É hora sim de aprofundarmos essa discussão com a participação de diversas áreas do conhecimento.
Já existem medicações que permitem que o indivíduo fique até três dias sem dormir e “disposto”, e pouco conhecemos sobre seus efeitos a médio e longo prazo. Será que chegaremos ao ponto de criar políticas anti-doping no caso de concursos públicos? Chegaremos a viver numa sociedade que não relaxa e não dorme, já que as vantagens evolutivas da nossa tão falada sociedade da informação são muito mais cerebrais do que musculares e sexuais? Será que os pais ao verem inúmeros colegas de seus filhos usando medicações para o vestibular vão deixar de usar tais hipotéticas armas de competição? É difícil alguém se imaginar cometendo um neuro-doping ao consumir 10 xícaras de café por dia nos meses que antecedem um concurso. Com pílulas deveria ser diferente? Será que essas pílulas poderiam nos oferecer mais do que uns cafezinhos durante o dia? Um indivíduo nascido rico e com boa nutrição no seu desenvolvimento tem inequívocas vantagens competitivas do ponto de vista cerebral quando comparado a outro que passou a infância desnutrido. “Medicações espertas” podem um dia contribuir para reduzir as consequências das desigualdades sociais?
A ciência tem muito que investir na avaliação do custo-benefício dessas drogas neuromoduladoras em indivíduos sem queixas ou diagnósticos neuropsiquiátricos. Já existem estudos sendo conduzidos ao redor do mundo, inclusive no Brasil, buscando saber se o uso de antidepressivos usados por indivíduos saudáveis não poderiam deixá-los mais saudáveis ainda. Ainda sabemos pouco. E quem disse que as pílulas têm mais poder de provocar alto desempenho cerebral do que uma vida saudável com tudo aquilo que sabemos que faz bem ao cérebro: educação, alimentação e sono adequados, atividade física, equilíbrio emocional, etc. Minha aposta é que as pílulas não ganham a disputa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para acessar o livro MUSCULAÇAO ALEM DO ANABOLISMO entre no link

http://ebooksgratis.com.br/livros-ebooks-gratis/esportes/esporte-musculacao-alem-do-anabolismo-bestiario-anabolico-waldemar-marques-guimaraes-neto/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Provao de ciencia e tecnologia: material para estudo


DISTINÇAO ENTRE CIENCIA E TECNOLOGOGIA
"Tecnologia" e "ciência" são palavras cotidianas, principalmente para quem vive no mundo da informação. Entretanto, possuem significados e sentidos completamente diferentes, porém complementares.
A ciência é a base, a estrutura para a evolução da tecnologia, e ela é um “esqueleto”, uma estrutura que não muda do o início ao final da história da informática.

Já tecnologia é algo digamos que “passageiro”, que surge para melhorar e colocar em prática a ciência, dar forma à ela, implementando avanços,e melhorias e criações desenvolvidas em laboratórios. A tecnologia é o que chega às mãos do consumidor ou do usuário.
Tecnologia (do grego τεχνη — "ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser:
  • As ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver problemas;
  • As técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos;
  • Um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);
  • A aplicação de recursos para a resolução de problemas;
  • O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura;
  • Na economia, a tecnologia é o estado atual de nosso conhecimento de como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode ser produzido).
A tecnologia é, de uma forma geral, o encontro entre ciência e engenharia. Sendo um termo que inclui desde as ferramentas e processos simples, tais como uma colher de madeira e a fermentação da uva, até as ferramentas e processos mais complexos já criados pelo ser humano, tal como a Estação Espacial Internacional e a dessalinização da água do mar. Freqüentemente, a tecnologia entra em conflito com algumas preocupações naturais de nossa sociedade, como o desemprego, a poluição e outras muitas questões ecológicas, filosóficas e sociológicas.
No seu sentido mais amplo, ciência (do Latim scientia, significando "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemático. Num sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa.[1] Este artigo foca o sentido mais restrito da palavra. A ciência tal como é discutida neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental para diferencia-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas, embora as duas estejam regularmente interconectadas.
A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona.
Ciência refere-se tanto a:
  • Investigação racional ou estudo da natureza, direccionado à descoberta da verdade. Tal investigação é normalmente metódica, ou de acordo com o método científico – um processo de avaliar o conhecimento empírico;
  • O corpo organizado de conhecimentos adquiridos por estudos e pesquisas.
  • A Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e testadas através do método científico.
PARTICULARIDADES DAS MAIORES INVENÇOES DO MUNDO

Nikola Tesla desenvolvedor da energia eletrica
O mais importante trabalho de Tesla ao final do século dezenove foi um sistema original de transmissão de energia através de antena. Em 1900, Tesla obteve suas duas patentes fundamentais sobre transmissão de energia sem fio, que envolviam o uso de quatro circuitos sintonizados. Em 1943, a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Nikola Tesla plenos direitos sobre a patente de invenção do rádio, substituindo e anulando qualquer reclamação anterior de Marconi e outros, em relação à "patente fundamental do rádio". É interessante notar que Tesla, em 1898, descreveu não somente a transmissão da voz humana, mas também de imagens, e posteriormente projetou e patenteou dispositivos que envolviam as fontes de energia que fazem funcionar os tubos de TV atuais. As primeiras e primitivas instalações de radar, em 1934, foram construídas seguindo os princípios, principalmente os relativos a freqüência e potência, já descritos por ele em 1917.

As Maiores Invenções do Milênio

·         Diversas publicações de divulgação científica e sites na Internet realizaram concursos entre seus leitores para levantar a lista das dez mais importantes invenções do milênio. O critério de escolha é que elas tenham provocado um impacto de tal ordem que a história da humanidade tenha sido mudada em algum ponto, ou influenciada permanentemente.
·        
·         1. Imprensa: sem dúvida, ao lado da energia elétrica, essa foi a invenção mais poderosa e influente de todas, pelo alemão Johannes Gutenberg, em 1462. Antes dela, o conhecimento ficava restrito à pequena elite de religiosos, políticos, intelectuais, e pessoas ricas que tinham acesso aos livros manuscritos. A imprensa também tornou possível o ensino básico e revolucionou a ciência, através das revistas; a comunicação social de massa, através dos jornais e folhetos, e até a religião, através da Biblia, o primeiro livro impresso. Assim, podemos dizer que essa foi a "mãe" de todas as outras invenções importantes do milênio, pois as influenciou indiretamente, ao possibilitar o enorme crescimento da ciência e das tecnologias.
·         2. Energia elétrica: Desenvolvida prodigiosamente a partir da invenção revolucionária da lâmpada elétrica de filamento, pelo prolifico inventor americano Thomas Alva Edison, em 1879 (uma inovação tão simples e onipresente que muita gente não imagina o impacto que teve sobre a humanidade) a distribuição da energia elétrica praticamente transformou uma sociedade que vivia e trabalhava apenas durante o dia, em uma sociedade que funciona 24 horas por dia. Imaginem o que isso significa em termos de expansão das oportunidades educacionais, de trabalho e de lazer. Criou-se um setor industrial totalmente novo, que teve como motivação original a iluminação pública, mas que posteriormente passou a influenciar todos os setores da atividade humana (inclusive as demais invenções de impacto do milênio, que funcionam à base de eletricidade), envolvendo movimento, calor, propulsão, transmissão de informações, computação, etc.) Basta imaginar o que aconteceria se Campinas ficasse 24 horas sem energia elétrica&
·         3. Trans básica do transistor. Algumas pessoas colocam o microchip em uma categoria à parte, tal a sua importância.
·         4. Computador digital: Outra invenção que está revolucionando praticamente todos os aspectos da sociedade. Mas, ao contrário da imprensa, é muito recente (início da década dos 40s), pois ainda não atingiu todos os povos e todas as pessoas de forma direta. Por estar na sua infância, o seu impacto tende a ser imensamente maior do que a imprensa, principalmente por permitir invenções derivadas, como a Internet, a multimídia, a TV e as telecomunicações digitais, os CDs, os aparelhos domésticos "inteligentes", os bancos de dados, e muito mais. O computador é o "motor" das economias pós-industriais, ou da chamada "sociedade da informação", ou "economia baseada no conhecimento".
·         5. Motor a vapor: inventado pelo escocês James Watts, em 1765, deu origem à Revolução Industrial, ao substituir o trabalho mecânico dos músculos de homens e animais, do vento e das águas, principais geradores de energia e movimento até então. Levou diretamente a duas grandes revoluções no setor de transportes, as ferrovias e as embarcações a vapor, e à criação de setores industriais novos inteiros, que se fiavam antes no trabalho manual (indústria têxtil, por exemplo) ou em formas ineficientes de aproveitamento de outras formas de energia física (os moinhos de grãos alimentares, por exemplo). A Revolução Industrial, por sua vez, transformou radicamente a economia e a sociedade, em pouco mais de um século.
·         6. Motor a explosão: influenciado pela descoberta do petróleo e de sua exploração em grande intensidade e de baixo custo, o motor de explosão inventado pelo alemão Rudolf Diesel em 1892, modificou vastamente a maneira como funcionam as sociedades modernas. Substituiu de maneira muito mais compacta, eficiente e barata o motor a vapor, e levou ao desenvolvimento das indústrias automobilística e aeronáutica, e que, por sua vez, constituem o maior "motor" das economias da era industrial.
·         7. Telégrafo: A primeira invenção que permitiu a comunicação entre as pessoas a grandes distâncias, foi feita pelo empreendedor americano Samuel Morse, em 1837. A possibilidade de enviar notícias e mensagens quase que instantâneamente entre dois pontos quaisquer do mundo mudou praticamente tudo na humanidade: os jornais, a guerra, os relacionamentos sociais, o comércio e a indústria, a velocidade de propagação das novidades e modas, e muito mais. Também não teria existido sem a eletricidade. Foi a Internet da era vitoriana!
·         8. Telefone: Inventada simultaneamente por várias pessoas, a telefonia deve sua existência ao americano Alexander Graham Bell, em 1876, que, como Edison, iniciou praticamente sozinho um dos maiores setores econômicos da era industrial.
 


CONVERSAÇAO SOBRE TV DIGITAL

A Televisão digital
, ou TV digital, usa um modo de modulação e compressão digital para enviar vídeo, áudio e sinais de dados aos aparelhos compatíveis com a tecnologia, proporcionando assim transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma freqüência (canal) podendo atingir o alvo de muito alta qualidade na imagem (alta definição).
Os padrões em operação comercial são capazes de transportar até 19 Mbps. Em termos práticos, isto é o equivalente a um programa em alta definição, que ocupa 15 Mbps, ou quatro programas em definição padrão, que consomem em média 4 Mbps cada.
Historia
A história da televisão digital inicia-se nos anos 1970, quando a direção da rede pública de TV do Japão Nippon Hoso Kyokai (NHK) juntamente com um consórcio de cem estações comerciais, dão carta branca aos cientistas do NHK Science & Technical Research Laboratories para desenvolver uma TV de alta definição (que seria chamada de HDTV

COMUNICAÇAO DE MASSA

Mídias e comunicação de massa
Sabe-se que um dos meios de comunicação de massa mais importante é sem dúvida a televisão. As primeiras experiências com transmissões televisivas se deram durante a década de 30 tanto na Inglaterra, como nos Estados Unidos. Seu surgimento data de 1946 depois da Segunda Guerra Mundial pelo canal BBC da Inglaterra.
No Brasil, o responsável pela difusão da televisão foi o jornalista Assis Chateaubriand, também criador do primeiro canal brasileiro, a TV Tupi em 1950.
Ao longo dos anos, com o surgimento de outras emissoras a audiência se tornou o principal objetivo desses canais. Para prender a atenção do telespectador foram criados programas de cunho apelativo com uso de imagens fortes e emotivas que chocam a mente dos telespectadores, daí surge o sensacionalismo “maneira de divulgar notícias em tom espalhafatoso de modo a causar viva emoção.”
O primeiro programa sensacionalista que se tem registro foi O Povo na TV, apresentado por Wilton Franco, transmitido pelo SBT em 1982. Nos anos 90 estreou na mesma emissora um programa que tinha como slogan “um jornal vibrante uma arma do povo que mostra na TV a vida como ela é” o Aqui Agora, que contava com vários apresentadores e jornalistas entre eles Gil Gomes sendo ele o grande destaque, pela maneira como reportava a notícia. Com o passar do tempo a audiência do programa foi caindo e saiu do ar em 1997. Por conta do sucesso alcançado, outras emissoras criaram programas com o mesmo modelo, entre eles Brasil Urgente estreado em dezembro de 2001 pela rede Bandeirante que a princípio era apresentado por Roberto Cabrini, e foi criado com a finalidade de substituir o Band Cidade. Em 2003, a vaga de âncora foi preenchida por José Luiz Datena.
No livro Ideologia e Cultura Moderna, de John Thompson, percebemos o quanto a televisão apresenta uma forma simbólica, ou seja, são transmitidos discursos que têm o intuito de conquistar uma massa de telespectadores. Em alguns momentos, “a TV apresenta um conteúdo significativo, permitindo que a informação e o conteúdo possam ser preservados para uso subseqüente, fixando assim determinados interesses ou objetivos (Ideologia e Cultura Moderna, p. )”. A forma de se fazer um script, produzir, transmitir e olhar um programa de televisão gera o que muito se ve no cotidiano: pessoas cada vez mais influenciadas pela mídia, “escravas”, ao ponto de não terem um domínio de fuga.
Com a notícia em auge, a mídia busca sempre relatar, comentar e provocar o acontecimento, métodos usados para fazer provir cada vez mais à atenção do telespectador.
Informação, comunicação, mídias, são as palavras do discurso da modernidade. As palavras têm grande poder explicativo. Informação e comunicação são noções que remetem a fenômenos sociais, manipulando os indivíduos que se tornam cada vez mais envolvidos num meio sensacionalista.
Concluímos que a TV utiliza uma linguagem considerada um discurso sem resposta, ou seja, o discurso é passado ao telespectador sem lhe dar oportunidade de agir como sujeito. Nos programas sensacionalistas, a disputa pela audiência faz com que à ética seja colocada em segundo plano. O sensacionalismo dos discursos televisivos, choca, julga, condena, manipulando o espectador a envolver ou afastar-se da cenografia apresentada.